Fragmentos de Poesia
Poesia faz o meu canto...os sonhos são o meu suporte...na poesia enxugo meu pranto...enquanto procuro meu Norte...
18 de Setembro de 2010

“Rasgar a estrada, cortar as sebes, seguir em direcção á Montanha, tendo a força e a sabedoria de uma criança.

Aquela criança, que nos incutiram e que nos acompanha infinitamente.”

 

**

 

 

“Todos temos um Templo, um céu aberto que nos abriga, nos acolhe, quando das tempestades da alma.

Um Templo, que tem a nossa própria forma pois está dentro de nós!

 

**

 

Andes por onde andares, … por mais difíceis que sejam os quilómetros da tua estrada…tens que a percorrer…mas lembra-te, que a luz ao fundo do túnel existe … ela está lá… visível para quem a quer ver … guia, teus passos até ela.

 

 

Cecília Rodrigues

2010

"Minha Prenda Para O futuro"

publicado por Cecilia Rodrigues às 13:00 link do post
16 de Setembro de 2010

Neste Mundo onde se aninham

Vertentes das mais diversas

São vidas muito dispersas

Em poemas que desalinham

Histórias minhas caminham

Rendilhadas de ilusão

Cheias d'alma e coração

Em poesia tão vulgar!

Espezinhado o meu pensar

Faz rabiscos de emoção.

 

I

Tantas coisas más eu vejo

Sulcos de dor nos jornais

Lágrimas d'anjos são ais,

São gotas de dor e pejo,

À espera de um simples beijo,

Odes de amor que adivinham,

Tantos sonhos que definham!

Lindos sonhos de embalar,

Para as dores suportar,

Neste Mundo onde se aninham...

II

Existe um céu só de engodos

Aguarelas só de dor,

Moldurado o desamor,

Na paleta apenas lodos...

Num olhar que era de todos

Rabisco linhas reversas

E umas vielas controversas;

-Tão difícil entender!

Mãos q'não deviam nascer;

-Vertentes das mais diversas!

III

Uns só acalentam sonhos

Outros vivem sob escombros

Outros i'nda encolhem ombros,

Numa indiferença total,

Por impotência casual,

Desconversam as conversas;

Vivem a vida às avessas,

Num egoísmo comungado;

Ironia, lado a lado...

-São vidas, muito dispersas!

 

IV

Vislumbro este meu desejo.

Ter de Deus todas as Artes,

E vivenciá-las por partes.

Quero ofuscar o que eu vejo,

Tantos seres num rastejo,

Deambulam e definham;

São estros, que se avizinham,

Na tinta do meu papel

Alinhando um carrossel

Em poemas que desalinham.

V

Ardiloso o meu pensar

Compraz nestas conjecturas.

Edifica algumas juras

Dá voz e alma ao meu cantar.

Neste que é o meu chorar,

São meus olhos que adivinham

Os restolhos que patinham

Em rios de veleidades

Meus rabiscos são verdades

Histórias minhas caminham.

VI*

Creio num belo porvir

Futuro feito de amor

Sem ingratidão e sem dor;

Onde a paz há-de fluir

Num qualquer ano a seguir...

Presume a minha visão;

E as penas de mão em mão,

Serão versos de açucenas,

P'las ruas em cantilenas

Rendilhadas de ilusão.

VII

AH, poeta é um Zé-ninguém

E quando deveras sente

As dores de toda a gente...

Escreve o que lhe convém;

-Até diz que tem vintém!

Mesmo quando diz que não...

Verga a esquina em contra-mão

Tem ilusões de rotina,

Sonha cantigas de ardina

Cheias d'alma e coração. 

 

VIII*

 

Esta é minha nostalgia

Vou castelos inventar

Semelhante ao meu olhar

Que diverge em simetria

Ora, transmite alegria

Ora, pára pra pensar;

Continua um divagar...

D'uma ilusão que não tinha...

Mesmo traçando uma linha

Em poesia tão vulgar!

IX

Renascida sobre o hoje

Realidade intemporal:

Ler notícia de jornal

Enorme revolta que urge

Junto a um desejo que surge!

De nada vai adiantar,

Impotente eu vou ficar,

Nesta vida sem entender;

Esperar e ver para crer...

-Espezinhado o meu pensar!

X

 

Que coberto de revolta...

Abate o mal que o rodeia

E que envolva a cruz alheia.

 Porque o entulho anda á solta,

 Pois  os burros com sua escolta,

 Ainda mandam, e então?

_Já tinha o Aleixo razão!

-O meu pensar persistente,

 Afoito e bem pertinente,

 Faz rabiscos de emoção.

 

Cecília Rodrigues

Maio-2008

*****

Revisado em 2010

publicado por Cecilia Rodrigues às 15:04 link do post
13 de Setembro de 2010

 

 

Mãe, que foste a Rosa do meu lar

Agora és Rosa no Reino dos Céus

E tuas pétalas exalam perfumes divinos.

 

A rosa robusta, que havia em ti,

Em nosso jardim cresceu, para todos os lados.

Enraizou como flor cipreste,

Um regalo para o meu olhar desde que te perdi.

 

 

Riste, choraste, sempre forte tu venceste.

A mim deixaste este pranto incontido,

Que vou desfiando num constante solilóquio.

 

Repito frases solitárias, vindas da emoção

De momentos sem sentido.

Com nome de verso e planta de jardim,

Maria Rosa, foste e serás, um eterno condão;

Nesta Esperança que plantaste em mim.

 

 

Homenagem a minha mãe: MARIA ROSA

 

publicado por Cecilia Rodrigues às 13:01 link do post
09 de Setembro de 2010

Eu conto tudo ao meu livro,

Mas há coisas…

Que nem ao meu livro posso contar.

Guardo no livro de minh’alma,

Onde conto com muita calma

Num livre conversar;

 

E guardo em meu planar

Alguns breves segredos

Que aqui com meus dedos

Não posso ou quero rabiscar.

Assim vou-me sentar,

Não vá alguém ouvir,

Ou minh’alma escutar.

 

Queria tanto ser poeta…

Para poder transmitir

Todo o meu pensar…

É pena não poder sentir

O aplauso que vem do mar

O voo da gaivota a sorrir

Mas eu não posso contar…

 

Talvez, algum dia eu conte

O que já não é segredo,

Quando derrotado o medo.

Aí, talvez eu me sente.

Escreva um lindo enredo.

Quem sabe um livro desponte?

Em meu peito ledo.

 

Cecília Rodrigues

publicado por Cecilia Rodrigues às 21:55 link do post
08 de Setembro de 2010

 

Suscitam-me uns momentos de saudade,

São cúmplices de dor e solidão.

Relutante esta penumbra me invade,

Ambíguo, desvelo em minha razão.

 

Digo com toda a legitimidade,

São mistos sentimentos de ilusão,

Restolhos rebuscados em deidade

Partículas, bem vivas, de emoção.

 

Há momentos em que a esperança vive

Outros, nem sei de qual barro, sou feita!

Arrebatam-me as horas de martírio;

 

Dou azo a pena que quase desfeita,

Contorna a sombra que em mim sobrevive;

Renasce um momento em breve delírio

 

 Cecília Rodrigues

2010

 

 

publicado por Cecilia Rodrigues às 00:08 link do post
05 de Setembro de 2010

Hoje, passei na tua porta;
Plantei olhos de saudade,
Colhi pétalas de Esperança...
Mas a natureza estava morta;


Ninguém, mas, ninguém ali ouvia,
Minh'alma que gritava silenciosa...
Só o eco que te pertencia...
Correu Mundo em verso e prosa;


Agora eu já nem sei de mim...
Ando por aí, perdida sem rima
Indiferente, já nada me importa...
Sigo deambulando e ao dobrar da esquina...

Dou comigo ali…bem junto à tua porta...


Cecília Rodrigues

11_2007

" In Veleiro de Saudades "

publicado por Cecilia Rodrigues às 21:52 link do post
02 de Setembro de 2010

 

 

Surge um clarão, na minha estrada,

Conduz-me a mão, nesta jornada.

 

Minha vida, meu pão, saindo do nada...

E ao redor meu irmão, triste na sacada...

Um peso no olhar... de pálpebra cerrada;

 

Engana o coração... com um tímido sorriso,

E sem tino ou siso... deambula pelo chão...

Encena mais um acto, nesta peça de teatro...

No palco onde o Mundo tem um pobre vagabundo...

Sem cortinas nem Guião.

 

Cecília Rodrigues

Junho-08

publicado por Cecilia Rodrigues às 23:02 link do post
01 de Setembro de 2010

 

Minh’alma parece um mar...

Suas ondas são meu ser...

Navego o meu coração.

Neste mar ao entardecer...

No horizonte pouso o olhar...

Meus pensamentos tardios.

Faço ponte para a aurora...

Desperto num mar de estios...

 

publicado por Cecilia Rodrigues às 00:13 link do post
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