Fragmentos de Poesia
Poesia faz o meu canto...os sonhos são o meu suporte...na poesia enxugo meu pranto...enquanto procuro meu Norte...
19 de Julho de 2010

 

 

Este é meu grande dilema

No bico de minha pena

Seguir este meu caminho

Minh’alma tem um sentido

Meus passos, um sustenido

Nesta casca onde me aninho.

 

Palavras emudecidas

Silêncios delas paridas

Sentidas com emoção.

Dão azo a esta sentença,

È que sem a indiferença

Não há elo de ligação.

 

Minha vida é um fadário

Ouço um fado de Hilário

Reflectindo horas poucas.

Mas no silêncio de mim

Há ainda um outro sim

Reduzido a horas loucas.

 

Quero apenas escrever

Sob um breve amanhecer

Sobre o sonho que passou.

E é no silêncio da larva

Que pincelo linha parva

Numa tela que restou.

 

Desbravando os desafios

Vou tecendo os poucos fios

Que tenho na minha mão.

São linhas do meu interno

Bordadas no meu caderno

Minha inteira criação.

 

Continua em dualidade

Um dilema, bem verdade!

Quero ser o que não sou.

Sou a história que criei,

Sobre ela debrucei,

Em nome dela aqui estou.

 

 

Sentimentos de mãos dadas

Sem nenhum conto de fadas

Rimam, rimam no papel.

Já nem sei se sou madrasta

Se sou personagem casta

Nesta Torre de Babel.

 

 

Vou seguindo a minha história

Quero deixar em memória

Um mural de pensamentos.

Uma Obra Literária

Com palavras de operária

Entre risos e lamentos.

 

 

 

 

É na berma das manhãs

Que reflicto os meus afãs

Nas margens de um rio ocioso.

Deixo a flor ir na corrente

Leva o meu cantar dolente

De ser poeta, pretensioso.

 

 

Cecília Rodrigues

Julho-2010

 

Tema proposto pela:

ACADEMIA VIRTUAL SALA DE POETAS E ESCRITORES
*AVSPE* 
EVENTO “DILEMAS” – JULHO 2010
Por Carmo Vasconcelos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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