Fragmentos de Poesia
Poesia faz o meu canto...os sonhos são o meu suporte...na poesia enxugo meu pranto...enquanto procuro meu Norte...
24 de Fevereiro de 2010

 

Andarilho nas ruas luzidias
Leva sonhos, leva alma em seus passos
Risca os céus num olhar cor de perfídias
Disfarça de venturas dias baços
 
São esboços criados em sua mente
São pincéis inventados nos amassos
Sobre o risco da tela gentilmente
São contornados todos os seus fracassos
 
Anda livre contra á sua própria sorte,
Onde está o seu dia de ventura?
Onde está o seu guia, onde é seu norte?
 
Procurando vai seguindo a amargura
Nem a tela que inventou é suporte,
Nem amor que lhe corte tal agrura!
 
Cecília Rodrigues
Poema participativo no boletim , em “Confrades da Poesia”
publicado por Cecilia Rodrigues às 00:48 link do post
24 de Fevereiro de 2010

 

Brasil, tem prosa tem verso e poesia
Tem grandeza e alegria, é bem-estar.
É o sol que brilha é cheiro a maresia,
É água de coco fresca, á beira-mar.
 
E o Cristo Redentor nos extasia,
De beleza tamanha, é super star!
Num abraço tem toda a primazia,
De todo um povo poder abraçar.
 
Tem samba, candomblé, tem pai de santo,
Tem “mãinha” e tem, rainha do mar.
Tem um povo que samba sem parar;
 
Tem cuica tem pandeiro, tem quebranto,
E tem de tudo que é bom sim senhor!
Muita alegria, muita paz e amor!
 
Cecília Rodrigues
Poema participativo no boletim em “Confrades da Poesia”
publicado por Cecilia Rodrigues às 00:46 link do post
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22 de Fevereiro de 2010

Quando é Primavera,
Há perfume no ar
Cheirinho a mimosas
Na estrada ao passar.
Têm o viço agreste
Têm oiro do sol,
E um brilho campestre
Sob o Arrebol.
Asseados caminhos,
Há pétalas no ar…
Casais aos beijinhos
Vêm se completar.
Porque é Primavera
Tudo vai florir,
Até a velha hera
Aprendeu a sorrir.
Sorriem, sementes,
Da terra pró céu,
Geminam dolentes
Seus frutos ao léu.
Porque é Primavera
Chilreiam seus cantos,
Aves na janela,
Despertam sem mantos
As vozes da viela.
De olhos sorridentes
Todos querem saudar,
Felizes, contentes,
Esta Primavera
Que está pra chegar!
 
Cecília Rodrigues
publicado por Cecilia Rodrigues às 10:50 link do post
13 de Fevereiro de 2010

Bordados de papel

Escuto um silêncio passar
E eu no alpendre da vida,
Revolvo o meu recordar,
Nesta meta sem saída,
Em noite vasta de luar;
E uma Esperança acrescida,
Renasce na madrugada...
Numa ramagem espargida,
De uma noite enluarada.

 

É a manhã que nos convida,
A dar mais uma passada.
É uma lágrima solvida...
Num sorriso transformada,
Inerente e esculpida...
Nesta face já esgotada:
De ser, de ver e de ler...
Tanta dor, tanta ferida.

 

Todas horas vou cantando,
Numa palavra sentida,
Neste diário bordando.
__São bordados de papel,
Pl'o Mundo deambulando,
Distribuidos a granel,
Sobretudo e mesmo quando,
Velejarem num batel
Em outras marés remando.
Sejam Esperança, sejam mel...
Nos corações lactejando.

 

Cecília Rodrigues
2009-In-Veleiro de saudades
www.cecypoemas.com

publicado por Cecilia Rodrigues às 00:00 link do post
02 de Fevereiro de 2010

Das minhas mãos já não sai poesia,
Já não consigo escrever tanta dor,
A não ser que num toque de magia,
Revolvessem a terra sem tremor.
 
No meu sonho mais puro versaria:
Port-au-prince, ès tu livre de amargor !
Não fora a terra movediça e fria,
Cantava ainda teu povo ao sol-pôr.
 
Já não enfeitam o azul do teu mar,
Nem no cais quando iam atracar,
Os teus veleiros vendendo ilusões;
 
Só destroços eu vejo navegar!
Irmãos sem vida outros a definhar,
Choram de luto nossos corações.
 
Cecília Rodrigues
publicado por Cecilia Rodrigues às 00:51 link do post
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