Fragmentos de Poesia
Poesia faz o meu canto...os sonhos são o meu suporte...na poesia enxugo meu pranto...enquanto procuro meu Norte...
01 de Dezembro de 2009

 

Era Uma vez um Sonho
 
Cecília Rodrigues
Há um paraíso no Universo
Dentre um sonho...desperto
Te vejo, como miragem
Surgir entre folhagens
Um lugar lindo e encantado
Há um desejo inspirado
Num perfume que exalas
Por entre flores
Assim me embalas...
Neste sonho único e irreal
Passos lentos...flutuantes
Formam belos instantes.
A cada passo o coração
Acende e cresce a paixão
E eis que todo o meu ser
Palpita de amor e desejo
Unidos num longo beijo...
Vivemos um sonho no Paraíso
Corpos sãos, mente sem juízo
Como se fosse a última vez
Cega e muda a entrega se fez
E o Paraíso se encheu de amor
Inebriados longe da dor
A entrega com suavidez
Tuas carícias sobre a minha tez
Percorrendo todo o meu dorso
Nesta cavalgada de sonho
Num Paraíso suponho
Descansar corpos cansados
Mirando estrelas, felizes, realizados.
II
Que pena , que desalento
Depois de tanto amor, desilusão!
Acordo, é um tormento!
Foi apenas um sonho, esta paixão
Ainda palpita meu ser
No sonho ainda vejo
O amor em mim se fazer
Ainda sonho mais uma vez
Quero sentir a chama
Do amor que em mim se fez
Quero um príncipe encantado
Dentro de mim entrelaçado
Quero o sonho mais que perfeito
Paraiso, Estrelas e o chão como leito
Entre beijos e carícias
Estreitar-me em teus braços
Rolar na relva sob as estrelas
Terminar em êxtase...ao vê-las.
 
In_Terra Lusíada_Antologia Poética_2005
 
+++
 
 
Há sonhos... e sonhos!

Cruzam-se sonhos nos tempos
do tempo…
como flashes intermitentes
ou luzes incandescentes
num planetário
imaginário.
Nos sonhos, ás vezes, viajamos
perdidos,
e ao tempo, para sempre, ficamos
rendidos.
Rendidos ao tempo que passa,
inexorável,
sem rotas, destinos ou planos,
sem dias, nem meses, nem anos,
interminável.
Há sonhos que morrem
ao despertar
e outros que vivem
sem meios, nem tempo
de acordar.
Há sonhos de amor, fortuna
e paixão…
coisas que o tempo nem sempre
nos dá.
Mas ao prender-mos o sonho
na mão,
o tempo, com tempo, algo
trará.
Há sonhos ditosos e outros
confusos…
há outros alegres e sofridos
também.
Há sonhos que ficam deitados
à espera
e, sem tempo, o tempo
desespera.
Há sonhos de ti, por ti,
ou de alguém,
que ficam escravos
e no tempo cativos.
Há sonhos generosos,
bons e passivos,
e outros bem reles, danosos,
escusos.
 
Abgalvão
 
+++
 
Sonhos
Os sonhos quando embalados
são a extrema loucura ...
nesta vida difusa
em cores resplandecentes.
São paixão , são ternura,
estendidas em nossa mente .
Dispersos e multicores ( os sonhos )
evidenciam-nos amores
que das cores não sabemos;
e rompantes ilusões...
prisioneiras em nosso sono,
deixando ao abandono
uns pobres corações;
que despertam em sobressalto;
do sonho vivenciado,
onde nada, nada há restado,
nem mesmo o encanto....
Na memória ainda lactente
e de emoções toldada,
nasce o orvalho permanente
em uma face marcada...
por um sonho tangente.
 
Onde cada estrela é tudo...
e ao raiar do dia se apaga.
 
Cecília rodrigues
 
+++
Pequeno espaço
 
entre o poema
e a folha
nasce o desejo
palavra insurrecta
vertigem
ideia secreta
uma qualquer parte
de mim
alma de mulher
vestida a palavra
num verso
sem príncipio
nem fim
entre o poema
e a folha
fica o gesto
uma espécie de escrita
que a pena me dita
quando ja´não sei
para que presto
ou só
pequeno espaço
da grande ilusão...
entre o poema
e a folha
nasce e flor
da solidão
a grande ilusão
 
Ludus( Augusta Franco )
 
+++
 
Entre risos e penas...
 
Entre risos e penas
nasce o sonho eterno
balança...
na linha do meu caderno
cada suspiro ...
bafeja a sombra da mão
num rabisco...
desenha este verbo pulsar
d'um coração;
às vezes calado, num sonhar
na calada da noite
entre mares de açucenas
antes que o verso me açoite
acabo com as minhas penas ...
Dito ao meu poema...
 
malmequer...bem me quer ...
   "bem me quer ...bem me quer ..."
 
Cecília Rodrigues
publicado por Cecilia Rodrigues às 23:34 link do post
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