Fragmentos de Poesia
Poesia faz o meu canto...os sonhos são o meu suporte...na poesia enxugo meu pranto...enquanto procuro meu Norte...
30 de Junho de 2009

 

Em qualquer lugar deste débil mundo
Onde gente houver, há suor há labuta,
Há gente boa, gente no submundo,
Há gente que doa, há gente que luta.

 

Se teu ideal for breve, ou se profundo,
Não te deixes ludibriar p'la escuta,
E nem p'lo mal que do alheio oriundo.
Vai!  Ergue-te na Fé, co'Ela desfruta;

 

Ama o próximo! Sim, como a ti mesmo!
Sábias palavras, Jesus pronunciou,
Ele, como exemplo Maior, nos deixou!

 

Mas o Homem persegue o tino a esmo,
Olvida e sempre alheio ele rotulou...
Sua pobre vida e em guerras afundou!


Março-2008
Veleiro de Saudades

 

Março-2008
Veleiro de Saudades

publicado por Cecilia Rodrigues às 18:57 link do post
30 de Junho de 2009

Quantos sóis eu caminhei…quantos sóis hei-de caminhar? – Sobre as linhas que tracei…sobre as linhas que hei-de traçar?
Destino incerto, aquele que me espera…que destino terei que enfrentar?
Já não sei se alcanço a quimera …nem sei se consigo lá chegar.
-Quantos versos eu farei? Até que o tronco que envergo…dê de si a fraquejar … e todos os sóis que caminhei…sejam janelas para eu descansar.
No meu caderno, quero deixar, versos que não cantei, versos para recordar. Passos que segui, conselhos que escutei…mas nem sempre os ouvi…e acabei por errar...
Na minha vã filosofia, para trás, sei que deixei alguns sonhos e alma vazia, tempos em que tudo sorria e até os sonhos eram verdade…o tempo era abundante …e a esperança acordava comigo.
Nas manhãs, havia um sol brilhante.

De todos esses sóis, sorvi o néctar e o mel guardei, viajei no tempo, como peregrino sem rumo, com a esperança em prumo, num veleiro de palavras, num veleiro de sonhos, depositei meus encantos, por tudo o que vi, por tudo que toquei e quando em discordâncias …chorei.
Neste veleiro de sonhos, as saudades pintei, em manuscritos bordados, pela pena talhados e as saudades enfeitei.

-Este veleiro peregrino, levará a qualquer destino, alma desnuda que grita, que chora, p’los pedintes lá fora, sem nada poder fazer …
Apenas a pena devora, estas larvas que explodem, que inundam esta alma que não pára de escrever.

Cecília Rodrigues

publicado por Cecilia Rodrigues às 00:31 link do post
30 de Junho de 2009

Não sei o que minh'alma inventa,
Se não inventa é porque sente;
Analfabeta, ela não sabe ler
o texto que nasce em minha mente .
Inevitavelmente , podem crer...
Movo-me repetidamente...
Num sinuoso entardecer.


Um turbilhão de sentimentos,
Tempestuam-me as horas vâs,
Em voos rasantes meus lamentos...
Salpicados do sal das marés...
Esbatem-se, de asas cansadas,
Atravessando mares ...de lés a lés.


E o arremesso de um olhar,
Desenhado na tela deste mar...
Nas arestas da teia, um decifrar...
Sem pejo, vejo-me num grão de areia,
náufrago de um mar revolto.
Num mesmo grão de Esperança volteia...
Retornando ao arenal feliz e impoluto
!

 

Cecília Rodrigues

publicado por Cecilia Rodrigues às 00:18 link do post
29 de Junho de 2009

 

Figueira,
Figueira da foz...
Ès berço que me embala
P'la noite quando cala
A sombra da tua voz...

Figueira,
Beleza que me encanta
E que em nada me espanta
Um tempo que é veloz...

 

Figueira...
Tens ondas q' enfeitiçam
quando na areia espreguiçam
Vontades de amar...

Figueira,
Tua serra é majestade
Quando a vista me invade
A imensidão do mar...

 

E quando...
Eu alimento minh'alma
Junto a toda a tua calma
Ai como   sou feliz...
Percorro tua calçada
P'la natureza abraçada
Com alma de petiz...

 

E tens...
Mistura de serra e mar ...
Tens a gaivota no ar...
E uma suave fragrância

Figueira,
Sob olhares em delírio
Tens efeitos de colírio
De inesquecível estância.


Cecília Rodrigues-2009

publicado por Cecilia Rodrigues às 19:18 link do post
29 de Junho de 2009

 

Ontem sonhei que voava,
Sonhei, sonhei … e voei.
Enquanto meu corpo transportava…
Pra lá do Horizonte …
Onde minh’alma deixei.
 
Inigualável sensação…
Que jamais alguma vez senti;
Flutuei. Levei meu coração…
Para um lugar distante dali.
 
“Ontem sonhei que voava,
Sonhei que estava aqui.
Hoje estou onde não estava…
Estou onde eu sonhava…
Neste torrão onde nasci…”
 
 
Cecília Rodrigues
publicado por Cecilia Rodrigues às 00:31 link do post
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